Shoujo Café

22/11/2009

Revista Sylph faz exposição com seus principais mangás

Filed under: Exposições, shoujo mangá — Tags:, , — Shoujofan @ 2:37 PM

A revista Sylph da Media Works vai colocar em exposição, entre os dias 24 de novembro e 24 de dezembro, ilustrações exclusivas de suas séires de maior destaque. Se entendi bem o Comic Natalie, a exposição será na estaçãod e chiba (*metrô, suponho*) na loja Sanseido. A edição da revista lançada no dia 24 também dará de brinde um drama CD do mangá Dear Girl~Stories~Hibiki (Dear Girl~Stories~響), desde que o cupom que vem com a revista seja preenchido e enviado. Estarão em exposição ilustrações dos seguintes mangás: Torikagoshou no Kyou mo Nemutai Juunintachi (鳥籠荘の今日も眠たい住人たち), Himegoto wa Hanazono(ひめごとははなぞの), Kitchen no Sukima (キッチンのスキマ), Dear Girl~Stories~Hibiki (Dear Girl~Stories~響), S.L.H – Stray Love Hearts! (S・L・H ストレイ・ラブ・ハーツ!), Fujoshissu! (腐女子っス!) e Majina! (マジナ!) .

TENSHI (Anjo) e TENSHI NO SU (O Ninho do Anjo)

Filed under: josei mangá, Review — Tags:, — Shoujofan @ 1:55 PM
Ontem eu comentei que iria postar as resenhas que fiz para a Neo Tokyo de dois mangás da Erica Sakurazawa. Lembro, que na época em que foram publicados, lá no início da revista (*e ela já está chegando no volume #50*), houve uma figura que me acusou de estar fazendo matéria paga, falando de material desconhecido que já estava licenciado no Brasil. Isso deve te sido em 2006, acho eu. E eis que o tempo passou e nada desta autora apareceu no Brasil. E olha que acho que não seria caro ou difícil, além de ser material josei sem grandes riscos, pois Sakurazawa normalmente faz one-shots. A não ser que a Shodensha ou a Tokyopop (*que publicou muita coisa dela nos EUA*) exija licenciamento de vários títulos ao mesmo tempo.
Enfim, ao que parece, a série Tenshi – e só falo série, por causa do título – tem ainda um terceiro volume de 2005, Tenshi no Sumumachi (天使の棲む街) ou Cidade dos Anjos, que não saiu nos EUA. Não mexi na estrutura do texto, então, desconsiderem o final em que pergunto quando teremos um josei no Brasil. Hoje, já tivemos dois em nossas bancas, Paradise Kiss e Honey & Clover, que está em andamento. Nana não é josei, pois a rigor está em revista shoujo, mas, claro, que por seu recorte poderia ser sem problema. Então, é isso, se nada mais aparecer no domingo, vocês têm a resenha. 😉

TENSHI (天使 – Anjo) e TENSHI NO SU (O Ninho do Anjo – 天使の巣)

AUTORA: Erica Sakurazawa
PUBLICAÇÃO: 1999-2000
VOLUMES: 2 volumes
REVISTA ORIGINAL: Feel Young
SINOPSE: Tudo pode acontecer quando um anjo aparece na sua vida. Em um único volume, temos a chance de ver como a vida de pessoas comuns, mas solitárias, pode ser iluminada pela presença silenciosa e reconfortante de uma garota anjo que poucos podem ver. Tudo começa quando Kato – um jovem balconista que mora sozinho em Tokyo – descobre a bela anjinha em um bar e ela o segue até em casa, sendo alimentada com gin e limão. A partir daí, muita coisa acontece e misteriosamente a vida de várias pessoas começa a mudar para melhor.
RESENHA: Angel é um josei, um mangá feito para mulheres adultas, e tem todos as virtudes e defeitos desse segmento do shoujo mangá. A história é simples, mas em poucas páginas as personagens são bem definidas. Assim, tudo se resolve em um volume só que é feito de pequenos capítulos que poderiam ser lidos como histórias fechadas. Kato, por exemplo, não aparece em todos os capítulos, porque a anjinha visita várias pessoas, ele não monopoliza a história, pois há vários dramas a resolver. Eis o grande mérito de Tenshi, o roteiro bem amarrado. Há também o clima de mistério, afinal, a autora não se preocupa em explicar muita coisa, em dar oferecer respostas absolutas.
Quando vamos para a arte, entretanto, é possível perceber o calcanhar de Aquiles da obra. Lá estão as imensas bocas com lábios grossos que algumas autoras de josei parecem amar, é possível vê-las em Kimi Wa Pet de Ogawa Yayoi e Happy Mania de Moyoco Ano, também, por exemplo. Tem gente que estranha, mas depois a gente se acostuma. Agora, a arte no geral é fraca, tudo parece esboçado… Mas são esboços bem feitos demais para quem não sabe desenhar direito. O que quero dizer com isso? Tenho algumas revistas adultas aqui, sei que muitas autoras apresentam traço descuidado, nada de bonequinhas bonitinhas, a ênfase está na narrativa, no roteiro, na qualidade da história. Mesmo gente que desenhava muito bonito quando estava na Ribon ou em outra coletânea para um público mais jovem, parece relaxar quando faz josei. Nada demais para mim, mas sei que muita gente rejeitaria o mangá só de olhar para ele. Mas voltemos ao geral da história…
Angel – que foi publicado pela Tokyopop nos Estados Unidos – conta a história de um rapaz, Kato, que encontra um anjo em um bar. Sempre que a menina anjo o beija, crescem asas nas suas costas, a sensação é estranha, mas elas desaparecem depois de algum tempo. A anjinha – sim, ela parece uma moça e se veste como tal – é muda e só se alimenta de gin com limão. Ela é chegada em bebidas alcoólicas, e deixar a garrafa e o copo preparado é uma boa isca para tê-la por perto. O rapaz fica intrigado porque somente ele pode vê-la e, também, porque o anjo desaparece às vezes.
Quando a menina anjo some, ela está ajudando outras pessoas e o mangá traz um desfile de tipos solitários presentes que expõe as mazelas da sociedade japonesa contemporânea: o balconista que mora sozinho em uma kitnet; o solteirão gentil que não tem família nem a mínima esperança de construir uma; a moça do interior que vem para a cidade em busca de uma vida melhor, mas se sente perdida; a menina que sofre bullying, não tem a compreensão da família e deseja se matar; a mãe solteira que sofre uma série de pressões; a divorciada infeliz que não dá a devida atenção à sua filhinha; a vizinha cujo marido está longe há meses trabalhando. Uma lista considerável para míseros 9 capítulos.
A Anjinha ainda aparece mais uma vez em um outro volume intitulado Tenshi no Su – O Ninho do Anjo, Angel Nest na edição da Tokyopop. Nesta última história, que me agradou muito, temos duas mulheres, uma madura e outra saindo da adolescência, solitárias – sim, solidão parece ser uma praga no Japão – e traídas pelo mesmo homem, marido da primeira e ex-professor da segunda. Graças à menina anjo, elas se tornam amigas e se ajudam. É um pequeno conto sobre a solidariedade feminina, daqueles que estimulam as pessoas – as mulheres, em especial – a reverem seus conceitos e tomarem posição diante da vida.
Em Tenshi no Su, há outras histórias curtas. A anjinha não mais aparece e as personagens não são tão solitárias, mesmo assim Erica Sakurazawa mantém o encantamento, e continua tecendo o que o site Anime News Network chamou de “contos de fada para adultos”. Sim, os temas não são leves e ela toca em questões dolorosas seja no Japão, ou em outros países. Nas mãos de outros (as) mangá-kas suas histórias poderiam ficar bem cruas, mas Sakurazawa não quer nos deprimir, nem nos dar respostas, nem nos impor um final acabado, ela nos faz refletir e até sonhar.
Em uma das histórias de Tenshi no Su temos um rapaz, outro balconista, que decide “furtar” um carro de luxo que foi deixado com a chave na ignição, há uma moça dormindo no carro. Depois do susto, eles decidem aproveitar o momento. Por que, não? E pensam em uma história para contar aos policiais, caso sejam pegos… Mas acabam acreditando na própria invenção. Não darei spoilers. Em outra, temos dois amigos de infância, dois adultos, um hetero e outro gay, que ajudam uma adolescente que está preste a fazer uma grande tolice só para se vingar do namorado que a traiu. A história que poderia ser dramática vai ganhando leveza conforme o trio interage, se conhece, desenvolve confiança. Nada de romance entre eles, nada de piadinhas bobas, nada de finais carregados de clichês.
Tenshi parece um daqueles filmes intimistas, lentos, feitos com baixo orçamento, mas que receberiam muitos elogios dos críticos por sua ousadia e simplicidade. Há também o sonho, o mistério, a falta de respostas que pode incomodar algumas pessoas. Não é para todos os gostos, aviso, mas as histórias são tocantes, e trazem uma mensagem positiva, pois há esperança para todos, desde que você queira tentar. Eu acredito nisso, então, acabei gostando de Tenshi. Mas eu falei em filme? Pois é há um live action japonês baseado no mangá. Não pude assisti-lo ainda, mas se conseguir, talvez faça alguma resenha sobre ele.
Muita gente diz que a VIZ é que lança os bons mangás, leia-se “sucessos de vendas”, mas o pessoal da Tokyopop tem um olho clínico para rastrear material de qualidade, com roteiro e conteúdo. Por isso mesmo, publicaram uma série de trabalhos de Érika Sakurazawa. E no Brasil? Quando é que os leitores de mangá irão poder ler o seu primeiro josei?

21/11/2009

Os Animes e sua influência sobre os japoneses

Filed under: Cultura Pop Japonesa, Uncategorized — Tags:, — Shoujofan @ 11:54 PM

O Business Media não revelou quantas pessoas foram pesquisadas, mas os resultados foram interessantes e, por isso, decidi postar. A primeira pergunta foi O que/quem influenciou sua vida e seus sonhos? Vejam só os resultados: Programa de TV (anime, não mangá) – 23.9%. Anime ou Mangá – 19.7%, Professor/a – 19.5%, Uma Biografia (Helen Keller, Thomas Edison e outros são citados) – 18.9%, Pai – 18.7%, mãe – 18.0 %. Entre os homens, a influência do pai foi de 27.6%, e entre as mulheres, a influência da mãe foi de 23.0%. Agora, surpreendente é como a TV foi apontada como fonte de influência, e o público entrevistado cresceu ou nos anos 70, ou nos 80.

Já que os animes apareceram com tantos votos, perguntaram, claro, quais animes mais influenciaram. Os que cresceram nos anos 70 o que mais influenciou foi Manga Nippon Mukashibanashi (まんが日本昔ばなし), que é a versão exclusiva com contos japoneses do anime Super Aventuras (Manga Sekai Mukashi Banashi – まんが世界昔ばなし), que passou aqui no Brasil. Nippon Mukashibanashi obteve 27,3% dos votos de homens e mulehres. Entre os homens, os mais votados foram: Gundam – 39.0%, Space Battleship Yamato – 34.4%, Galaxy Express 999 – 32.8%, e Lupine – 32.%. Entre as mulheres, os mais votados foram Candy Candy – 44.6%, Heidi – 35.2%, Nippon Mukashibanashi – 31.8%.

Já os que cresceram nos ano 80 votaram em massa em Touch que conseguiu 32% dos votos gerais. Já se se paramos por gênero, os homens preferiam Hokuto no Ken – 34.4%, Touch – 30% e Dragon Ball – 28,8%. Já as mulheres votaram em Touch – 34%, Dr. Slump – 24,8% e Nausicaa – 24,2%.

Japoneses revelam seus hábitos em relação aos animes

Filed under: Cultura Pop Japonesa — Tags:, , — Shoujofan @ 11:48 PM

O site Business Media fez uma pesquisa com 14.060 pessoas (homens – 46%, mulheres – 54%. 2% na casa dos 10, 15% na casa dos 20, 38% na casa dos 30, 29% na casa dos 40, 16% na casa dos 50) para saber “Qual o seu anime favorito?” e outras informações sobre os hábitos dos japoneses em relação à animação. Não peguei tudo, vou concentrar em três dados da pesquisa.

Os animes mais votados como favoritos no geral foram entre os homens Gundam (349 votos) e entre as mulheres Meu Vizinho Totoro (482 votos). No geral o resultado foi:

Os mais votados por faixa etária foram:

A outra pergunta é “Qual o gênero de anime que você prefere?”


Notícias de Shinjo Mayu

Filed under: shoujo mangá — Tags:, — Shoujofan @ 5:05 PM

Segundo o Comic Natalie, Shinjo Mayu continua publicando o seu mangá Ayakashi Koi Emaki (あやかし恋絵巻) na revista Margaret e o Segundo volume está previsto para o dia 4 de janeiro. No mesmo mês, no dia 15, sera publicado o primeiro volume de Heart no Diamond (ハートのダイヤ), sua série na revista Ribon. Shinjo Mayu mudou de foco recentemente, saindo da Shogakukan e abandonando os steamy shoujo, chegou até a publicar um shounen, ou pelo menos publicar na revista Square Jump. Ao que parece seu mangá shounen Go Shimei Desu! (ご指名です!) teve via curta. Segundo o Comic Natalie, quem comprar dois desses três lançamentos poderá a prêmios diversos. Uma ilustração limitada para 50 pessoas, e stickers e clear files para 500 sortudos.

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